DEPRESSÃO

Karla WekerlinA megera do século
autoria: Karla Werkerlin

Ela vem como uma nuvem negra,
Como um céu encoberto
E sobre o deserto sedento
Chove lágrima sem destino.

A razão perde a razão,
A vida perde o sentido.

Trapaceira, é a depressão.

Ataca sorrateira,
Silenciosa,
A qualquer hora.

Mas o que esperar de tão má Senhora?

Nos quer mendigos,
Párias,
Desabrigados.

Trás consigo
O desaconchego,
O medo,
A tragédia.

Tragédias gregas,
Peste negra.

Ai de nós,
Indefesos soldados
Desarmados.

É a depressão,
Senhora sem sentido
Sem coração,
Sem motivo.

Gruda como areia movediça,
Enfeitiça,
Confunde,
Afunda-nos.

É tão difícil....
Ajuda! Ajuda!
Acuda!

O corpo impregnado pelo vírus
Não ouve,
Não responde,
Acata,
Enquanto ela lentamente,
Nos mata.

O que queres, oh! Megera?
Declarar guerra aos inocentes?
Destruir teu alimento?
Teu grenpeace, droga,
intorpecente,
provoca dependência,
inconsciência,
nem ele consegue contê-la.

Oh mal da humanidade!
Se a insanidade te apraz,
Se a gosma dessa lesma te apetece,
Porque não te afundas em ti mesma
E nos deixa em paz,
desapareces?




POEMA QUE VENTA À BERTA

Altair de Oliveira

Eu na lenta taberna aguënto a menta
Tento o quatro, tonto de aguardente...
E na porta sebenta adentra a Berta
Que incerta se senta "PERNABERTA"
E pela benta saia  "DESCOBERTA"
O meu olhar aperta, mira e entra.
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