III ENCONTRO DE BIBLIOTECAS ESCOLARES DE CURITIBA


E por falar em poesia...
Hoje estive num colégio estadual falando sobre poesia e prosa para um grupo de adolescentes do ensino médio. Estavam na semana cultural e podiam optar por vários tipos de assunto, como teatro, musica, esportes, pintura etc.
Fiquei surpresa quando vi mais de 20 alunos entrando livremente na sala, tanto pela manhã quanto à tarde, para ouvir poesia. O mundo ainda não está perdido, pensei.
Nos primeiros minutos, muito agitados, testando meus limites, fazendo questão de mostrar aquele ar de superioridade natural dos adolescentes estampado no rosto sem espinhas (os tempos mudaram...).

Fui jogando iscas. Interpretando poesias e prosas curtas, observando as expressões até perceber que tipo de tema mais interessava àquele grupo. Estranho... Eles se aquietavam quando eu lia poemas de rebeldia, de dor, de desamor. E também quando a prosa (li algumas crônicas), utilizava palavras consideradas pedagogicamente incorretas, isto é, palavrões, gírias. Lancei mão desse tipo de linguagem para atraí-los. Depois foi fácil. Já estavam fisgados e ouviam tudo o que eu queria dizer. Até poemas de amor e ecologia.

Na próxima semana, falarei para 1200 professores. Agentes de leitura que trabalham nos  Faróis e Bibliotecas Escolares de Curitiba, uma rede de bibliotecas que ajudei a implantar. Estou apreensiva. Que tipo de assunto atrairá a atenção desses professores? O tema que me deram foi “Poesia Encantamento e Arte – Tecendo uma rede de leitores”. 

É engraçado... costumo recitar em bares, cafés, inaugurações, para um público adulto, heterogêneo, que nem imagina que vai tropeçar numa poesia. E faço naturalmente, sem me preocupar.  Mas, com esse público de professores estou deveras apreensiva... A figura do professor ainda me intimida.  Tenho a impressão que estão sempre tentando extrair minha raiz quadrada, fazendo a análise sintaxe do meu texto, procurando erros ortográficos no meu sujeito oculto...

Mas, vamos lá. Estarei em ótima companhia. Muitos outros escritores e artistas estarão tentando “encantar” esses professores durante os três dias do III Encontro da Rede de Bibliotecas Escolares de Curitiba, para que continuem motivados e interessados em tecer uma grande rede de leitores. Vejam abaixo:

ESCRITORES CONVIDADOS

Adélia Woelner
Alexandre França
Glória kirinus
Liana Leão
Marilda Confortin
Marina Colasanti
Roseana Murray

Por  Dante Mendonça - counista Paraná online

Marilda Confortin é analista de sistemas e escritora. Recentemente aposentada, foi responsável pela implantação dos laboratórios de informática nas escolas municipais e pela execução do projeto da Rede Municipal de Bibliotecas Escolares. Autora de seis livros, a escritora se apresenta hoje no Paço da Liberdade, ao lado de Jane Sprenger Bodnar.

Ou­tra pro­fis­são, nu­ma ou­tra en­car­na­ção, o que se­ria: ado­ra­ria ser Con­ta­do­ra de His­tó­rias.
Dan­do a se­ma­na por fin­da, um fim de se­ma­na co­mo de­ve ser: en­so­la­ra­do, não mui­to quen­te, à bei­ra do mar ou na mar­gens de um rio.
Ser­ra abai­xo ou ser­ra aci­ma: sen­do pe­la Ser­ra do Mar, tan­to faz aci­ma, no meio ou abai­xo.
A mais bo­ni­ta pai­sa­gem do Pa­ra­ná: pôr do sol nos Cam­pos Ge­rais.
A mais bo­ni­ta pai­sa­gem de Cu­ri­ti­ba: o bos­que da Uni­ver­si­da­de Li­vre do Meio Am­bien­te.
Uma rua da ci­da­de: Rua das Flo­res.
Um sá­ba­do de chu­va: ro­da de ami­gos, vio­lão, "co­nos­qui­nhos" e al­gu­ma be­bi­da pa­ra es­quen­tar a gar­gan­ta.
Um do­min­go de sol: pas­sear na Fei­ra de Ar­te­sa­na­to no Lar­go, be­ber um sub­ma­ri­no no Ale­mão, rou­bar o ca­ne­qui­nho de stei­nhae­ger, al­mo­çar com meus fi­lhos e, à tar­de, dor­mir no so­fá da sa­la.
O que não dis­pen­so no in­ver­no: so­pa e vi­nho.
O que não dis­pen­so em qual­quer es­ta­ção do ano: poe­sia e ami­gos.
O que é mui­to bom fa­zer so­zi­nha: qua­se tu­do é bom. Gos­to da mi­nha pró­pria com­pa­nhia. Mas, ler e ou­vir mú­si­ca sem nin­guém pra in­ter­rom­per é bom de mais.
Uma mú­si­ca pa­ra ou­vir ho­je: Flor da Pe­le, de Ze­ca Ba­lei­ro.
Ou­tra pa­ra ou­vir ama­nhã: Bo­le­ro de Ra­vel.
Um ins­tru­men­to mu­si­cal que me ima­gi­no to­can­do nu­ma ba­la­da de sá­ba­do: vio­lão, sem­pre vio­lão.
Um li­vro na es­tan­te: O úl­ti­mo voo do Fla­min­go , de Mia Cou­to.
Um li­vro na ca­be­cei­ra: Poe­sias do Fer­nan­do Pes­soa. Uma an­tes de dor­mir e ou­tra an­tes de sair da ca­ma
Um fil­me de on­tem: Ci­ne­ma Pa­ra­di­so.
Um fil­me de ho­je: Ava­tar -­Foi o pri­mei­ro fil­me em 3D que as­sis­ti. Mar­cou.
Um re­tra­to na pa­re­de: mi­nha mãe co­mi­go no co­lo, em pre­to e bran­co.
Um lu­gar pa­ra ini­ciar o fim de se­ma­na: uma pou­sa­di­nha na Ilha do Mel.
Um ace­pi­pe de bo­te­co: lam­ba­ri bem tor­ra­di­nho.
O jan­tar no sá­ba­do: pei­xe na te­lha e um bom vi­nho.
O al­mo­ço de do­min­go: po­len­ta com cos­te­li­nha de por­co as­sa­da no for­no
Uma re­cei­ta de es­ti­ma­ção: maio­ne­se ca­sei­ra... hummmm!
Ne­nhum, pou­co ou bas­tan­te alho: bas­tan­te.
Uma so­bre­me­sa: chi­co ba­lan­cea­do.
Um co­po pa­ra o es­pí­ri­to: vi­nho, de pre­fe­rên­cia um Mal­bec.
Me­ta­de cheio, me­ta­de va­zio: is­so é a ca­ra de Cu­ri­ti­ba no fim de se­ma­na...
Sau­da­des de um sá­ba­do qual­quer: um pi­que­ni­que num re­can­to da Es­tra­da da Gra­cio­sa. Es­tá­va­mos apai­xo­na­dos e es­que­ce­mos o fi­lé na gre­lha.
Uma via­gem: Oa­xa­ca, no Mé­xi­co. Ines­que­cí­vel.
Quem con­vi­da­ria pa­ra pas­sar um fim de se­ma­na co­mo de­ve ser: meu me­lhor ami­go.
Noi­te de do­min­go, o que me pa­re­ce: atual­men­te, uma noi­te co­mo qual­quer ou­tra.
Há a pers­pec­ti­va de segunda-­feira, o que me dá pre­gui­ça: Na­da. Aca­bei de me apo­sen­tar. Es­tou apai­xo­na­da pe­la segunda-­feira.
O que as­sus­ta em­bai­xo da ca­ma: pe­ni­co (más lem­bran­ças da in­fân­cia).
Um pas­sa­ri­nho (so­nho) na mão: meu li­vro de poe­sias, qua­se pron­to.
Ou­tro voan­do: uma via­gem pra Itá­lia que es­tou pla­ne­jan­do pa­ra o ano que vem.
Uma fra­se so­bre Cu­ri­ti­ba: Se­ria per­fei­ta, se ti­ves­se mar.

Dante Mendonça

Cronista e cartunista, na selva da cidade é um caçador de histórias. Diariamente relata e comenta a notícia e o que não é notícia, o que faz e o que diz com espírito a nossa gente.

http://www.parana-online.com.br

Ebook - Rosa Pena

SE VIRA NAS TRINTA
 

Se vira nas trinta (sílabas) é o novo ebook de Poetrix da escritora carioca Rosa Pena. Não por ser minha amiga querida, mas vale muito a pena conhecer essa Rosa. Poetrix da melhor qualidade e imagens lindíssimas. Um primor.

Baixe o livro gratuitamente em seu computador, clicando no link: http://www.rosapena.com/ebooks.php

BULIMIA LÍRICA

Comia letras
Vomitava versos
Morreu de poesia
(Rosa Pena)



TRÊS POETRIX

SÓ PRÁ NÃO PERDER A PRÁTICA


Mês(mice)

Mais um mês finda.
Dele, não bebi nenhuma taça
que valesse um só estalo de língua.

Oni(m)potência

Creio em Deus, mas
temo que Ele
seja ateu.

Olhar suicida

Fixo no vazio
entre morte e vida

um fio

II Encontro de escritores, cartunistas e simpatizantes

Foi no último sábado, na Pousada Parque São Luiz do Purunã, lá nos Campos Gerais. Organizado pelo Dante e pelo Solda. Tava bom, muito bom.
CONVITE

Quinzenalmente, sempre aos sábados, o SESC/PR promove um encontro chamado Café com Leite Quente & Poesia, no Paço da Liberdade. Com temas escolhidos pelos organizadores, a cada apresentação dois poetas dividem o espaço de uma hora, lendo ou recitando seus textos e respondendo perguntas dos convidados.
Neste sábado, dia 4/09, das 16 às 17 horas eu, Marilda Confortin e Jane Bodnar esperamos você para um cafezinho adoçado com pitadas de poesia. Nosso tema será Calma e Desespero.

Paço da Liberdade: Praça Generoso Marques, 189
Centro, Curitiba - Paraná.
Dia: 4/9 - sábado
Hora: das 16 às 17


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