MARCHA DAS VADIAS - 1 de Julho em Curitiba



Manifesto da Marcha das Vadias de Curitiba “A Marcha de todas as bandeiras”

O Movimento Slutwalk surgiu no Canadá, no início de 2011, e ganhou o mundo levantando a bandeira contra a culpa da mulher em casos de agressão sexual.

Home na geada ou seria Homenageada?

Rettamozzo e Marilda Confortin no Wonka

Mas não é que o Retta resolvei me homenagear e andou musicando uns versos meus? Diz que tem até guarania e sertaneja. Credita nisso? Eu credito e endosso tudo que o Retta faz seja em tela, verso, prosa ou música.
Ele chamou esse aontecimento de HomeNaGeada - é muito criativo esse artista.
Então, sem combinação nem anágua, vamo lá no Wonka amanhã pra vê no que vai dá. Diversão garantida.

Coisas do Retta.

A Banda mais bonita da cidade - como contribuir para gravação do CD

A Banda Mais Bonita da Cidade, que estourou no YouTube com o vídeo da música “Oração”, lançou uma campanha na web a fim de reunir fundos para a gravação de seu primeiro disco.
Para isso, eles estão usando o site de financiamento coletivo Catarse.
O grupo mostra 12 faixas para você escolher as músicas que serão gravadas. O usuário que gostar de alguma delas, poderá doar qualquer valor para a sua produção. As músicas que atingirem seu preço de custo serão gravadas. O restante delas será descartado. O dinheiro investido em faixas descartadas será devolvido.
Eu gosto de todas. Em especial, de "Mercadoramama e "Nunca". Se quiser conhecer e contribuir  para outras músicas entre no site do Catarse. 

Jambo, um baita violinista. Carlos Trincheiras pintando ao vivo e Francine, de pé quebrado no Bardo Tatára

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Isso aconteceu na Segunda Autoral do Bardo Tatára. Gravei um trechinho só, com meu celular, perdoe a qualidade ruim, mas procurei alguma gravação do Jambo na Internet e não encontrei nada. É imperdoável pois ele é muito bom. Fazia mais de um ano que eu não o via/ouvia., ele foi embora de Curitiba... Estávamos com saudade, amigo.

O Jambo tem um estilo de tocar violão clássico misturando com  flamenco e MPB, além de compor e cantar maravilhosamente bem. É o tipo de músico que explora todos os recursos do violão e da vóz, até mesmo onde as cordas não alcançam. Se alguém tiver um clipe melhor dele, por favor me envie, pois esse não está à altura desse "monstro".

Outra novidade dessa segunda autoral, foi a presença do artista Carlos Trincheiras, devidamente caracterizado, pintando ao vivo as músicas que estavam sendo interpretadas no palco.  Carlos é português, morou um tempo em Curitiba, depois correu o mundo fazendo exposições de suas obras. A semelhança do nome não é mera coincidência. Ele é filho de Carlos Trincheiras, o mais famoso coreógrafo do Bale Guaíra. No foto abaixo, ele aparece pintando um exército de samurais enquanto o Jambo tocava e o Rafa Gomes cantava "Quase", a música que tem parceria comigo. No final da noite, suas telas foram leiloadas. Eu comprei essa belezura para presentear ao meu filho Ébano. 
Carlos Trincheiras - pintura de música, ao vivo
 Também filmei com meu celularzinho pra guardar de lembraça a cena inusitada da minha roqueira preferida, a Francine, de pé quebrado,  cheia de ferragens e muletas, cantando com o Tatára.
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Carta à amiga

Que beleza essa música de Francis Hime sobre uma letra de  Simone Guimarães



Falando em cartas... essa escrevi há muito tempo, a uma amiga portuguesa

Estio

Perdoe a falta de assunto,
de acento
e os erros de Portugal.

Talvez eu esteja assim
por ser outono ou nada,
por não ser uma coisa
nem ostra,
apenas um hoje qualquer,
sem promessa de amanhã.

Talvez só me faltem humos,
humor, rumos, amor.

Ou quiçá essa falta de assunto
seja o estio que antecede
outra safra de cios,
Sinto tanto frio...

FRASES DO FRAGA


- Ir da casa pro trabalho, do trabalho pra casa, não é um projeto de vida. É só trajeto.

- Nada de se queixar de frio no trabalho. Lá fora faz a mesma temperatura para os desempregados.

- Língua presa se resolve ao soltar o verbo; rabo preso se resolve ao negar alvará de soltura.

- Pra multiplicar o patrimônio, vale tudo; pra dividir, basta o matrimônio.

- Pediu, levou: opinião não se devolve.

Dona doida

Uma vez, quando eu era menina, choveu grosso, com trovoada e clarões, exatamente como chove agora. Quando se pôde abrir as janelas, as poças tremiam com os últimos pingos. Minha mãe, como quem sabe que vai escrever um poema, decidiu inspirada: chuchu novinho, angu, molho de ovos. Fui buscar os chuchus e estou voltando agora, trinta anos depois. Não encontrei minha mãe. A mulher que me abriu a porta, riu de tão velha, com sombrinha infantil e coxas à mostra. Meus filhos me repudiaram envergonhados, meu marido ficou triste até a morte, eu fiquei doida no encalço. Só melhoro quando chove. – Adélia Prado.

Quero uma cidade mais bonita


Campanha lançada pela Estrela. Todos queremos. Só falta nossos representantes na Prefeitura querem também.

Poetrix


esconde o sol na manga
o curitibano
frio

Mariana Braga

Um poema-épico inteiramente gaúcho

por Tonicato Miranda
Trago para o baile “Martin Fierro”, poema épico gauchesco que os argentinos dizem ser somente deles, mas que pode ser considerado a Ilíada de todo gaúcho. O canto maior de todos que habitam terras sulinas e outras que até nem são, desde os pampas mais andinos até os rincões do Rio Grande, passando pelas vertentes do Iguaçu e das três fronteiras de frondosas cachoeiras. E não se espantem, pois cachoeiras também se põem frondosas, dão cachos multicoloridos e frutos peixes, no dizer gaudério do gaúcho. Mas vamos, sem mais delongas, aos fragmentos do poema após algumas explicações prévias.
Apresentamos a seguir uma colagem do belo ensaio de Jorge Luiz Borges. Trazemos ao olhar atento dos apaixonados pela literatura algumas explicações julgadas importantes do maravilhoso trabalho daquele que foi considerado o maior poeta argentino do Século XX. Portanto, os fragmentos aqui apresentados são citações extraídas do livro “O Martin Fierro”, publicado pela Editora L&PM Editores Ltda, Inverno de 1985, a partir de autorização da Emecé Editores S.A., que publicou a mesma obra em Buenos Aires, em 1978.
“Aquí me pongo a cantar
al compás de la vigüela;
que el hombre que lo desvela
una pena estrordinaria
como la ave solitaria
con el cantar se consuela.”
“Na estrofe seguinte (“Pido a los santos del cielo que ayuden mi pensamiento, Lugones destacou a invocação aos deuses propícios, “que é um costume épico”). Acrescentamos que tais invocações (que também aparecem na poesia das nações orientais e cujo emprego foi preconizado por Dante em uma epístola famosa) não são herança automática da Ilíada; procedem de uma convicção instintiva de que o poético não é obra da razão, mas o ditado de poderes ocultos”. (Borges)
Mas sigamos à apresentação de outras estrofes do poema.

Viagem no Tempo

Atrasado pro encontro com a mina?
Remédio ter-minal no tubo:
Ligeirinho Inter Dois Antihorário
(Geraldo Boz Junior)

(imagem explicitando o poetrix - só prá quem não é curitibano)
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