Filme de Rafael Lopes sobre Marcos Prado

Filme resgata a história de Poeta Curitibano
O documentário “Ultralyrics” faz parte da mostra “Cinema e Poesia” promovida pela Cinemateca em conjunto com a Fundação Cultural de Curitiba.

Estreia esta semana na Cinemateca de Curitiba o filme “Ultralyrics”, um documentário sobre a vida e a obra do poeta curitibano Marcos Prado, que morreu aos 35 anos de idade no dia 31 de dezembro de 1996. Ele foi poeta, compositor, ator, jornalista e agitador cultural. Deixou uma sólida contribuição artística. Foram mais de 20 livros publicados entre coletâneas, antologias, parcerias e projetos de sua autoria.

bagagem literária

Mala pronta. Embarcando com Daniel Faria para fazer uma poesiarada em Ivaiporã, no encerramento do PDE dos professores do Estado. Pé na estrada!

BAGAGEM LITERÁRIA? 

Bobagem.
Nessa viagem, levo um coração leve
e sobre-tudo, um olhar de veludo

(marilda confortin)

coisas de amigos - Hai-Trix

Ontem, a noite foi muito quente. Grande estréia poética do Álvaro Posselt na noite curitibana, exposição das fotos maravilhos do Ricardo Pozzo, nosso "jogral" de Hai-Trix correndo solto.

Noite de inverno
um chopinho bem gelado-trix
é servido no inferno
(Álvaro Posselt)

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Haverá de ter, no final da jornada
qualquer coisa melhor
que o nada?
(Ricardo Pozzo)

Nhentos tercetos sobre-a-mesa, Kurosawa sonhando ao fundo, Daniel Faria e Gegê Félix tocando e cantando suas composições impecáveis.
Na hora do microfone aberto, os destaques foram os poetas Adriano Smaniotto e o Carlos Henrique ( o Hique). Mandaram muito bem, como sempre. A platéia já sabe até pedir poemas deles pelo título, como se fosse música. E é música. Afinada, afiada.

Bar cheio de amigos, mensagens e boas vibrações dos que não puderam ir e um poema provocativo do querido multi artista Retta Rettamozo:

Ai ai

Nosso amor é um hai kai
Mas eu te prometo meto meto
Um amor maior que um soneto
(Retta)









respondo assim:



Não arRetta, Retta...

Mais que hai kai e soneto
nosso amor é poético, ético,
épico, não cabe num terceto.
(Marilda)

VALEU!   

ma che rabia....

Tem umas coisas que me tiram do sério. Hoje tive vontade de abrir a cabeça d´uma certa pessoa e enfiar  um pouco de bom senso lá dentro... Só melhorei depois de ouvir essa música.

Pensamento chão

quem tem olhos pra ver o tempo soprando sulcos na pele
soprando sulcos na pele soprando sulcos?
o tempo andou riscando meu rosto
com uma navalha fina
sem raiva nem rancor
o tempo riscou meu rosto
com calma
(eu parei de lutar contra o tempo
ando exercendo instantes
acho que ganhei presença)
acho que a vida anda passando a mão em mim.
a vida anda passando a mão em mim.
acho que a vida anda passando.
a vida anda passando.
acho que a vida anda.
a vida anda em mim.
acho que há vida em mim.
a vida em mim anda passando.
acho que a vida anda passando a mão em mim
e por falar em sexo
quem anda me comendo é o tempo
na verdade faz tempo mas eu escondia
porque ele me pegava à força e por trás
um dia resolvi encará-lo de frente e disse: tempo
se você tem que me comer
que seja com o meu consentimento
e me olhando nos olhos
acho que ganhei o tempo
de lá pra cá ele tem sido bom comigo
dizem que ando até remoçando


Autora: Viviane Mosé - filósofa e poeta capixaba

Anair Weirich - poeta chapecoense

Anair é minha prima. Escritora batalhadora. Vive da venda de seus livros e de ministrar palestras e oficinas principalmente em escolas e feiras de livros. Sempre tendo a poesia como foco principal. Está virando especialista na área motivacional e infanto-juvenil. Admiro-a. Foi ela quem me deu um ponta-pé na bunda pra eu começar a mostrar as coisas que escrevo. Foi ela quem inscreveu um poema meu num concurso nacional, onde tive a surpresa de ser classificada. Não sei se isso foi bom ou ruim, mas ela foi responsável por arrancar  meus textos dos discos rígidos dos computadores e espalhar minha senha poética por aí. 
Leia uma entrevista onde ela conta sobre suas aventuras nas estradas do Brasil para vender os livros de porta em porta: http://anairweirich.blogspot.com/2010/08/escritores-do-sul.html
E aqui está ela, declamando um dos seus poemas infanto-juvenís numa escola.

Tudo encurta

Por Vilmar Daufembach

Esse inverno tudo encolhe:
O pensamento não vem,
As palavras se detêm,
E toda a nudez se tolhe.


Encurta o riso, o humor,
E tão pouco amor se faz,
Quase nada nos apraz,
Todo osso sente dor.

Corpos deitam separados,
Pés gelados, bundas frias,
Mãos passeiam arredias,
Não reagem, os agrados.

Os banhos são torturantes,
Que se danem os asseios!
Pois que lacram todos os seios
Em seus bojos redomantes.

Deitam as matas ciliares
Sobre a fonte da entranha,
Ao mergulho, não se assanha:
Barram as redes circulares.

Cá no sul da nossa esfera
Cede o verde ao branco giz,
Tanto frio torna petiz
O que já pequeno era.

Casacões, mantas de lãs,
Ceroula, boné, pijama...
Como é bom ficar na cama
Nessas gélidas manhãs.

Esse frio que aqui impera
Desgrenha, enruga, arrepia,
Hibernar, melhor seria,
Só voltar na primavera.


Carinhos de Ana Lúcia Gouvêa da Silva

Recebi o poema abaixo de uma leitora, poeta, chamada Ana Lucia. Ela usou somente os títulos dos poemas publicados no meu livro Busca e apreensão para fazer essa bela construção poética. Muito interessante e criativa. Resumiu meu livro e meus sentimento. Fiquei bem quietinha, só curtindo. Ana estranhou meu silêncio, perguntou se eu não tinha recebido, ou se não tinha gostado. Bom, eu não sei o que fazer nessas horas... me calo. Depois que passa, só posso dizer que é muito bom ser homenageada (ou HomenaGeada, como disse o Retta).
Receber esse retorno de leitores, anônimos e amigos é meio assim como ser algemada na cama e receber prazer, imóvel, gratuito... rs. Me permito o orgasmo silencioso e guardo todos esses carinhos recebidos no melhor lugar do meu coração. Pra poder me aquecer nos períodos de estio, guardo também aqui, no blog, no menu das homenagens. Revisito sempre que preciso me fortalecer ou quando me bate a saudade dos amigos.

Busca e apreensão

por Ana Lúcia Gouvêa da Silva  em  04/07/2011

             
Procura-me
garoto tolo.
Quando eu te encontrar novamente,
na morada, sem medidas.
Ouriço, coisa besta.


Inconveniente,
quase amor a flor da pele...
Amor e ódio,
dolorosa lembrança!

Poesia abortada, olhar suicida
poço...
Validade vencida.
Fingida.

Ato de punição,
vinho velho,
pesadelo,
descrença.
Ato de contrição.

Hoje, amanhã
Segredo.
Com fusão...
Vítima, dia após dia...

A lua e eu,
submissão criminosa.
Sinais da noite,
conversas com um velho rio...

Estradinha de terra,
óleo sobre a tela...
Temporal.
O acaso não existe por acaso

Um brinde aos poetas!




MUITO OBRIGADA ANA.
BLOG DA ANA LUCIA: www.poemasanalu.blogspot.com 

Nada há além da arte e do belo – ampliando conceitos

A arte “underground”, desde Andy Warhol, artista de expressão mediana, mas superestimado por alguns grupos culturais, que produziu alguns ícones tidos pela mídia como de forte impacto social. A arte indígena, massacrada em sua inocência pela estética do mercado de consumo ocidentalista. O próprio artesanato utilitarista ou não. Todos foram sendo dizimados pelos ditames das culturas dos vencedores. No entanto, resgates foram realizados por antropólogos, por indigenistas, por museólogos; resultando, então, na montagem de acervos especiais, quando não em sala ou edificação exclusivas para este tipo de arte de um povo ou de parte dele.

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