Amorfina

Poema meu, musicado por Gerson Bientinez, com a interpretação impecável do cantor sul-mato-grossense Gustavo Vargas
No piano Sérgio Justen; no violão Gerson Bientinez; no violino Maska (Noruega).



Amorfina
(Marilda Confortin)


O que mata não é a dor

de perder quem se ama.
Enquanto a dor maltrata
é porque ainda há chama, 

há seiva, há gana,
há chance de reacender.

O que mata não é a lembrança,
é a indiferença.
Não é o que se pensa,
é o que se dispensa.

Não, a vida não acaba,
quando o mundo desaba,
eu que aprenda a levantar.

A vida fenece,
quando anoitece e amanhece na rotina.
Nada começa, nada termina,
o amor desvanece, neblina.

A vida termina, coração adormece,
amortece,
amorfina.
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