Claudio Fajardo

Cláudio Gamas Fajardo - 15 de outubro 1951 - 09 agosto de 2014
Nanci, Fajardo, Marilda
Sentiremos saudades, velho guerreiro, amigo querido.


auuuuuuuuhhhhhh!

Frase do Ricardo Pozzo, hoje:

"Os poetas em Curitiba, salvo algumas exceções, são uns lobos solidários!"

é vero, Pozzo...

na mesma linha (uma linha puxa outra), tem um poetrix meu, bem antiguinho que diz:


Noite fria

Solidários à solidão
lambem-se

cão, lua e poesia.



A veces pienso en la muerte

Estava eu aqui, acometida de uma severa crise de asma, daquelas que matam. Me socorri com uma bombinha e com o coração aos pulos, monossilábica, sussurrei para a dona morte: "hoje não, querida".   
E, para distraí-la, liguei o computador, procurei por e-mails que chamassem minha atenção e encontrei esse, da amiga poeta Lota Moncada. 


A veces pienso en la muerte
Lota Moncada


Muchas veces pienso en ella.

Hembra de misterio infinito,

fiel y perenne sombra,

intermitente grito,
silencio pleno de
pesadilla y repulsa.

Algunas veces nos miramos.
Aún sin ver nos miramos.
Yo impotente, ensayando
señales, más lejos, más tarde,
fuera, fuera.
Ella sin risa, sin dolor,
sin lágrima, sin paz,
ahora.

¿Pensará en mí también?
¿O apenas, paciente,
aguarda un descuido,
un desisto, un desliz,
un instante cualquiera
marcado quién sabe dónde,
no se sabe cuándo,
por quién sabe quién?

Entonces veré sus ojos.
Andaremos juntas,
desconocidas íntimas,
podré contarle que 
muchas veces pensé en ella,
algunas la busqué,
otras tantas la odié,
que somos parecidas y
aunque encogida
me mantuve alerta.

Y ella dirá – tal vez –
con su voz sorda,
no tengo ojos,
ni recuerdos,
no te engañes
ni quieras engañarme,
no puede haber sentimiento
entre nosotras.

-=-
Lota, você é foda!Quantas vezes tentamos criar laços com a morte, na esperança de convencê-la a ser "boazinha" conosco... Hoje, teu poema me salvou. 

Festa do Dia dos Mortos - México - Eu tentando fazer amizade...


Muro em Coyoacan, México/2012

Valéria Prochmann


LIBERDADE SEXUAL E DIGNIDADE SEXUAL X ESTUPRO, PODER E ÓDIO + @HomemOgro


Valéria Prochmann

  O resultado de uma pesquisa do IPEA estarreceu a opinião pública brasileira na semana que passou ao revelar o senso comum segundo o qual a mulher é culpada por sofrer estupro devido à roupa que usa (65%) e ao comportamento que adota (58,5%). A surpresa aumenta quando se constata que a maioria dos entrevistados é composta por mulheres.
            O fato demonstra como tabus, preconceitos, desinformação e ignorância (no sentido de ignorar) perduram apesar de todos os avanços do pensamento filosófico, do conhecimento científico e da própria moda, uma vez que a minissaia é uma distinta senhora com mais de 50 anos, inventada que foi por Mary Quandt na sisuda Inglaterra na década de 60 do século passado.
            Engana-se redondamente quem pressupõe ser o estupro uma mera resposta sexual a uma suposta provocação feminina. Como bem esclarece Marta Suplicy (atual ministra de Estado da Cultura) em livro de sua autoria intitulado "A condição da mulher" lançado em 1984 – o qual tive o privilégio de receber de presente da minha tia Regina Maria Bassetti e de ler quando me iniciava nas lides feministas – "o homem que estupra não é movido por um desejo sexual incontrolável – ele geralmente é um homem com profundo ódio à figura da mulher, e a finalidade do estupro é muito mais humilhá-la e consequentemente fazê-lo se sentir superior do que ter sexo". A autora comenta as considerações do professor emérito de Ciências da Saúde da City University of New York, Michael Carrera, no célebre livro "Sex – the facts, the acts and your feelings". Já na década de 70 o pesquisador alinhou as ideias errôneas divulgadas sobre estupro, entre as quais a de que "se reconhece pela maneira de vestir a mulher que quer ser estuprada". 

varal virtual - poesia paranaense

Fiz esse varal virtual para uma oficina de poesia, já faz algum tempo. Esqueci de compartilhar. Mas agora tá aí pra quem tiver 10 minutos para conhecer um retalhinho de mais de 60 poetas paranaenses. Tomara que gostem.

Nos rastros da utopia - Manoel de Andrade

Nos rastros da utopia é o novo livro do nosso escritor curitibano Manoel de Andrade. São crônicas dos tempos em que viveu fora do Brasil, fugindo da ditadura. É um livro histórico, pra quem não tem medo de ler.
Lançamento dia 19/03 às 19h30 - na Livraria Curitiba do Shopping Estação.



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